areia

Entreguei aquela carta tão difícil de escrever , mas tão fácil de ler . Aliviei o meu coração quando disse tudo aquilo que sentia dentro dele . falar é sempre fácil , dizemos que somos fortes tentamos vencer-nos a nós próprios , imaginamos uma força onde ela não existe , mas num curto espaço de tempo abandonamos o corpo onde habitávamos há imenso tempo , colocamos o amor e a pressão em partes opostas , sentimos a brisa passar por nós e ansiamos que ela passe e leve consigo todas as pressões, mas ela não leva , diz que nós temos de nos sujeitar a esse sofrimento porque nos entregámos demais a quem não deviamos e agora ela nada pode fazer. é incontrolável esta sensação , os momentos vão e vêm , as imagens passam mesmo há nossa frente e nós só desejamos que a história fosse verdadeira e que acima de tudo tivesse continuidade , mas isso não acontece, pelo menos por enquanto , e damos por nós num lugar longínquo a reflectir sobre uma questão pertinente : "Porque é que todos podem ser felizes e eu, quando chega esse momento, a felicidade me escorre pelo dedos , como grãos de areia fina ?
Já não sei como responder a esta pergunta , mas uma coisa eu ainda sei é que o dia em que voltar a ser feliz , vou selar os meus dedos e fazer de tudo para que essa felicidade que se avizinha deseje ficar comigo não para sempre, apenas até mais tarde. Mas se ela não o quiser fazer vou fazer como tenho feito, vou deixá-la partir seguir o seu rumo , mesmo que não seja o melhor , sei que pelo menos tentei mais uma vez.

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pode ficar, não vou fazer mal a você.